sábado, 8 de setembro de 2007

A música sagrada de John Coltrane


Uma de minhas paixões é o Blues, principalmente acompanhado de uma gaita diatônica. Sempre amei este estilo musical e o pequeno instrumento. Depois de apanhar muito como autodidata, resolvi procurar um bom professor, o que era raro na ocasião (2001). Acabei encontrando o Robson Fernandes, um virtuose da Gaita Blues com quem tive aulas por aproximadamente 2 anos. Com Robson, conheci um vasto repertório de Blues e Jazz. Robson é aficcionado pelo saxofonista de Jazz John Coltrane que tocou com Dizzie Gileespie e Miles Davis, tanto é que o tatuou em seu antebraço. Para Robson, a música de Coltrane tem algo de místico e sagrado. Confessou que todas as manhãs ouvia uma de suas composições intitulada “A Love Supreme” como se fosse um ritual religioso. Como sou curioso por natureza, fui investigar a vida desse Gigante do Jazz. Segundo a Wikipidia , “John William Coltrane (Hamlet, 23 de Setembro de 1926 - Nova Iorque 17 de julho de 1967) atuou principalmente durante as décadas de cinqüenta e sessenta. Comumente considerado pela crítica especializada como o maior sax tenor do Jazz e um dos maiores jazzistas e compositor deste gênero de todos os tempos. Sua influência no mundo da música ultrapassa os limites do Jazz, indo desde o Rock até a Música Erudita.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Coltrane) No começo dos anos 50, Coltrane quase morreu de overdose em São Francisco EUA. "Trane" foi alcançado pela graça, conheceu a Cristo e se recuperou das drogas. Algumas de suas melhores composições de jazz aconteceram depois de sua conversão, incluindo “A Love Supreme” (1964). Segundo o próprio Coltrane, o instrumental é um ardente derramar de ações de graças a Deus pela sua bênção e oferecimento de sua alma. Conta-se que depois de uma apresentação extraordinária dessa composição, Coltrane disse: “Nunc dimittis”. São as palavras em latim do começo da oração de Simeão “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque os meu olhos já viram a tua salvação.” (Lc 2.29,30). Coltrane afirmou que jamais poderia tocar novamente essa composição com tamanha perfeição. Para ele, se sua vida inteira tivesse sido vivida para aqueles trinta e dois minutos de oração e louvor em forma de jazz, teria valido a pena. Ele estava pronto para morrer. Ele morreu 3 anos depois (1967). Hoje, existe uma igreja chamada "Saint John Coltrane Church" em São Francisco. Seus membros, na maioria músicos de jazz, tocam suas composições durante os cultos. (http://www.coltranechurch.org/) Não é estranho portanto que a música falou ao coração de Robson e serviu de ponte para que eu lhe falasse do Amor Supremo de Deus. Não posso afirmar que ele se entregou a Cristo, todavia a música de John Coltrane vai soar aos seus ouvidos para o resto de sua existência como uma doce melodia do amor de Cristo.
Linkei no meu blog vídeos de John Coltrane. Vale a pena ouvir.

Um comentário:

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado companheiro,

parabéns pelo blog e pela participação nos "blogueiros evangélicos".

Um abraço!